Porquê o Anticafé?

Vivemos em plena era digital, liderada pelas redes sociais. Estas e outras plataformas trouxeram-nos benefícios que gerações de cidadãos ambicionaram, em vão, possuir: ferramentas facilitadoras das relações à distância, que dotassem a sociedade civil de uma voz mais ativa. Ou seja, instrumentos que possibilitassem a rápida, livre e maciça partilha de informação, promovendo o pluralismo de opiniões, ideias e soluções.

Todavia, não podemos esquecer a influência perniciosa que as plataformas digitais trouxeram à sociedade, nomeadamente no isolamento das pessoas, cada vez mais distantes fisicamente entre si.

Com efeito, não obstante o seu enorme potencial aos mais variados níveis, as plataformas digitais tornaram os cidadãos mais insatisfeitos, ansiosos e dependentes da aprovação / expetativas de terceiros. Com a intensa participação da comunidade nas redes sociais, a validação de nós próprios face aos outros tornou-se um imperativo social. Ora, encontrando-se o nosso valor dependente de opiniões externas, regista-se invariavelmente uma diminuição da autoestima, a par do aumento da ansiedade e da insatisfação.

Por outro lado, recebemos uma avassaladora quantidade de estímulos, impossíveis de filtrar na totalidade. A propaganda, a contrainformação, a desinformação e as notícias falsas veiculadas por inúmeros “digital influencers”, que controlam massas e geram novas tendências, dominam a comunicação digital. Mas se informar (e desinformar!) nunca foi tão simples, comunicar eficientemente torna-se progressivamente mais árduo. Inevitavelmente, estes fenómenos refletem-se nos vários âmbitos do mundo físico.

Não menos preocupante é o facto de, ao recebermos inúmeros estímulos sob a forma de informação, vídeos ou fotografias sobre o estilo de vida de terceiros, desenvolvemos construtos sociais que determinam aquilo que entendemos ser certo ou errado. Na verdade, esses construtos passam a reger os nossos comportamentos sociais, na medida em que tendemos para os replicar, tornando-nos alienados da nossa própria essência.

São estas as principais implicações do mundo digital no indivíduo, que posteriormente refletem comportamentos mais radicais, como os suprarreferidos distanciamento e isolamento sociais.

Neste sentido, o problema não é a tecnologia em si, mas a forma como nos relacionamos com ela e a utilizamos. Na verdade, um dos principais desafios do século XXI é a transformação da forma como as pessoas se relacionam consigo próprias, com a sociedade e com as plataformas tecnológicas.

Segundo estes pressupostos, o Anticafé Choco Louco – Clube Social pretende tornar-se um espaço de estar onde todos podem efetivamente comunicar, relacionar-se consigo próprios e com os outros, num ambiente livre e confortável.

Ambicionamos, pois, tornar o Anticafé numa referência para momentos de convívio, inspiração, ou, quiçá, o lugar onde mais gosta de reunir e/ou trabalhar. Em suma, pretendemos contribuir para o desenvolvimento de uma relação mais saudável entre a tecnologia e as pessoas.

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